Desde a criação do então ministério da educação e saúde pública em 1930, o esporte já é tratado como parte integrante do processo educacional. Em 1953 com a criação do ministério da educação e cultura (MEC), a promoção e valorização cultural passam a ser formalmente considerada parte importante da educação. O esporte pode ser considerado um hibrido, pois tanto educa quanto é um evento cultural, é inegável que o futebol, por exemplo, além de um esporte, seja considerado também um elemento cultural pois faz parte da identidade brasileira, tanto quanto o carnaval e o samba.
No ponto de vista educacional, o esporte agrega e complementa diversos valores importantes no desenvolvimento. As regras e sua importância na estrutura do esporte, os jogos que promovem tanto habilidades motoras como também de raciocínio, de espaço, competitividade (ganhar e perder) e talvez os mais importantes a socialização, solidariedade e cooperação, fundamentais para a construção da cidadania.
De tempos para cá o governo tem atribuído à escola virtudes que transcendem os limites formais. Com a reforma educacional de 1996 e o programa Mais Educação, criado pela Portaria Interministerial nº 17/2007, por exemplo, há a ampliação educacional das escolas com a intenção de suprir déficits e carências tanto da sociedade quanto do próprio processo educacional. O surgimento da preocupação sobre inclusão social encontra base aliada no esporte e as medidas do programa Mais Escola promovendo uma educação integral e comunitária aumentando a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica.


