segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Racismo no Futebol

          Antigamente, o futebol era um esporte que só podia ser praticado pela elite branca, excluindo os negros e pobres, independentemente se jogassem bem ou não.
O futebol chegou ao Brasil no final do século XIX onde a aristocracia dominava ligas de futebol, enquanto o esporte começava a ganhar as várzeas. O primeiro  jogador  a  quebrar  esta  barreira  foi Carlos  Alberto.  Em 1914, o jogador  entrou em campo pelo Fluminense Futebol Clube usando pó-de-arroz no rosto. Ele tinha medo da aristocracia da torcida tricolor rejeitá-lo pela cor da pele. Durante a partida, o suor começou a tirar a maquiagem de Carlos Alberto e, por causa dele, as demais torcidas de times cariocas começaram a definir a torcida do Fluminense como “pó-de-arroz”.
No início de sua história no futebol, o Clube de Regatas Vasco da Gama  se  destacou  por aceitar negros e mulatos em seu elenco. Os jogadores, que eram operários e moravam nos bairros dos subúrbios do Rio, também recebiam o “bicho” (dinheiro por terem atuado numa partida), prática não utilizada nas outras equipes cariocas. Em 1923, o Vasco foi campeão carioca, disputando pela primeira vez a 1ª Divisão do Campeonato Carioca. De acordo com o jornalista Abraham B. Bonadena (em seu livro O expresso  da  vitória), as demais equipes se mobilizaram para evitar que o Vasco fosse campeão invicto do torneio. Afirma-se que, na partida entre Flamengo  e  Vasco,  o  juiz Carlito  Rocha  teria  anulado  um  gol  legítimo  a favor  da  equipe  vascaína,  dando  a  vitória  ao Flamengo pelo placar de 3 a 2.
                                          Carlos Alberto, primeiro jogador negro brasileiro


           Esse preconceito tende a acontecer com certa facilidade mesmo havendo a pressão da mídia e da sociedade contra esses casos porque o futebol é um esporte que facilmente une pessoas de todas as "raças", considerando-se principalmente afrodescendentes e eurodescendentes.
            Dois casos recentes de racismo mereceram repercussão no mundo do futebol, especialmente no Brasil, por envolverem atletas brasileiros. Em menos de uma semana, Roberto Carlos e Neymar foram alvo de agressão de torcedores xenófobos em estádios europeus. Bananas foram mostradas e atiradas para expressar o menosprezo pela condição de negro ou afro-descendente dos jogadores em questão.
             As atitudes racistas são condenáveis. Não adianta fechar portões, acabar com o jogo no meio, punir o clube, isso é questão de educação. Se a postura não mudar de modo geral na sociedade, nada irá funcionar.
             Essas atitudes lamentáveis demonstram que continuam presentes no mundo a intolerância e a violação aos direitos humanos. O racismo está em toda parte, seja no velho ou no novo mundo. O que varia é apenas a forma como é manifestado esse sentimento odioso.
  Só quem enfrenta o preconceito no dia a dia sabe o quão covarde uma agressão racista (ou sexista, ou homofóbica, ou de qualquer natureza preconceituosa) pode ser.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Corrupção no Futebol

O futebol, paixão nacional, é o esporte mais veiculado no mundo, movimentando bilhões de dólares e de adoradores desde esporte tão querido. Porém, hoje em dia o espetáculo e o que era para ser uma exaltação ao esporte, acabam se tornando pano de fundo frente a escândalos no mundo futebolístico.
A muito se sabe que os esportes, não só o futebol, tornaram-se um negócio rentabilíssimo atraindo grandes investidores de todo o mundo e, conseqüentemente, o que gera muito dinheiro acaba por se tornar passível de fraudes de diversos tipos. No Brasil já estamos acostumados à corrupção generalizada, nepotismo entre outras sujeiras do mundo administrativo, e no futebol não é diferente, os escândalos da chamada “máfia do apito” no brasileirão de 2005, causaram danos estipulados em 160 milhões de reais, recentemente o caso relacionado à final da entre CRB e Fortaleza onde claramente houve manipulação do resultado.
Ultimamente o que tem gerado discussões é copa de 2014, a ser realizada no Brasil, os possíveis acertos e especulações sobre um cartel formado dentro da comissão organizadora da copa que venderia seus votos mediante a suborno dos países candidatos, além disso, a demora e o superfaturamento na obras para a copa já geram preocupação e muitos transtornos nas futuras cidades sede.
Mas a corrupção no futebol não é uma exclusividade nossa, na Itália, por exemplo, há casos seríssimos de manipulação de resultado envolvendo o time mais popular do pais, o Juventos de Turim, e na ultima rodada do Calcio os times do Atalanta e Chievo, além de mais 16 times da segunda e divisões inferiores, sofreram punição a cerca de um envolvimento em uma rede de fraude de apostas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tipos de Torcidas

Torcida Organizada
Torcida organizada ou torcida uniformizada é o nome dado a uma associação de torcedores de um determinado clube esportivo no Brasil e no mundo. A maioria das torcidas brasileiras utilizam uniformes, ou seja, seus membros usam roupas com a marca da própria torcida. No Brasil, a primeira torcida organizada foi criada em 1939 pelo cardeal são-paulino Manoel Raymundo Paes de Almeida e ganhou o nome de Grêmio São-Paulino, a TUSP(Torcida Uniformizada do São Paulo).As associações de torcedores organizados normalmente adotam para si um mascote próprio e a partir dele faz a divulgação e comercialização de toda uma série de produtos envolvendo a marca da torcida. Toda torcida organizada possui presidente, vice-presidente, tesoureiro, entre outros cargos mais. Essas torcidas são famosas por cantar durante os eventos esportivos gritos de guerra com freqüente uso de palavrões, principalmente quando se referem ao adversário. As torcidas organizadas durante as festas dos jogos utilizam bandeiras de grade porte, bandeirões, fogos de artifício e faixas com o nome da torcida. Apesar destas serem organizadas envolvem-se em atos de violência e também contam com a participação de meliantes envolvidos com o tráfico de drogas nas periferias das cidades grandes.



Barras Bravas

Barra brava é um tipo de torcida muito popular na América Latina, conhecida por incentivar suas equipes com cantos intermináveis e fogos de artifício. Costumam localizar-se nas arquibancadas e atrás dos gols, acompanhando as partidas sempre de pé. Ao contrário das torcidas organizadas, essas não possuem uniformes próprios, estrutura hierárquica e muitas vezes nem mesmo associados. Foi na torcida do Nacional do Uruguai que surgiu o termo "hinchada", um nome comum para referir-se às barras bravas. Os integrantes dessa torcida são muito violentos entre 1938 e 2000 chegaram a provocar mais de 138 mortes na Argentina.

Segundo uma reportagem do “Diário Olé”, os Barra Bravas, como são conhecidas essas facções de torcedores, estariam ensinando seus métodos para torcedores de outros países latinos, como Colômbia e México, e cobrando em dólar para isso.As “aulas” são focadas em táticas de brigas, além de ensinamentos sobre como extorquir dirigentes e jogadores, superfaturar o preço de ingressos, além de cobrar propinas dos vendedores ambulantes que trabalham nas proximidades dos estádios.Para difundir seus métodos, o Barra Bravas argentinos realizaram dois congressos, em Pachuca (México) e Cali (Colômbia). No evento, os líderes das torcidas da Argentina passaram instruções aos chefes das facções de outros países, ainda segundo o “Diário Olé”.

 



Ultras

Este tipo de torcida tem como objetivo acima de tudo apoiar a equipe fazendo muita festa no estádio do clube (ou visitante), utilizando materiais como bandeiras, papéis picados, foguetes, sinalizadores, pintura corporal e o mais importante, a voz. Os ultras são conhecidos por cantarem do inicio ao fim do jogo, sem vaiar e sem se calar. Seu objetivo é empurrar a equipe à vitória. Casos de violência envolvendo os ultras existem, mas não são comuns. Normalmente o torcedor agressor já possui algum histórico de violência e, quando entra em uma torcida, utiliza-a como aparato para seus atos inflacionais. Têm-se torcidas ultras em países da Europa latina e mediterrânea: Itália, Espanha, Portugal, França e Grécia. No Brasil, as torcidas organizadas são grupos que atuam de forma parecida, mas muito dierente conceitualmente.




Hooligans 

São grupos de torcedores europeus, em especial os de times de futebol, que vão aos estádios com o intuito de brigar, fazendo do futebol uma desculpa para os atos de violência. Em diversos países a entrada desses torcedores é barrada. Pois os Hooligans sentem prazer em confrontar com torcedores de outro time, seria uma forma de tentar medir o poder, disputando qual deles seria o mais forte. A maioria dos Hooligans é jovem e de nível econômico alto que sentem ódio pela torcida do time adversário, principalmente se o time adversário vencer a partida. Os casos mais freqüentes de confronto entre esses torcedores ocorrem na Inglaterra. Por ser um dos países europeus que possui grandes clubes de alto nível e, conseqüentemente, essas equipes acabam ganhando inúmeros torcedores.



Soccer Fans  

São as torcidas com maior numero de torcedores, encontrada em grandes jogos, como Copas do Mundo.Os integrantes dessas torcidas usam enfeites como perucas, maquiagem e outros acessórios para animar e dar força ao time nos jogos. Essas torcidas não praticam nenhuma forma de violência, vão aos jogos apenas para torcer para os seus times e se divertir.